quarta-feira, 25 de abril de 2018

Veredicto: O novo carro da Indycar

  Adimito que minha postagem sobre o novo carro da Indycar, em julho do ano passado foi uma merda completa, talvez eu devesse apagar mas como eu to com preguiça de fazer isso, vamos falar do novo carro e como ele se saiu nesse começo de temporada.


Retiro o que disse, o carro não é feio como o da formula 1, pois Halo era pior do que eu imaginava, mas não achei esse carro o cumulo da beleza, mas o que deu para claramente perceber, o carro foi projetado para ser instável, e vamos falar sobre isso.
  Olhe na carenagem que fica a frente do pneu traseiro, eu dizia que ela não servia para nada, mas obviamente não é verdade, ela serve para tirar a pressão aerodinâmica que o pneu traseiro gera, então serve para proteção nenhuma, ao tirar essa pressão, o ar passa direto, e faz com que o carro fique mais rápido de reta, porem mais instável nas curvas, tanto que a peça é vazada para que o ar passe por ela e não faça força contra ela, isso deixa o carro mais lentos nas curvas e mais rápidos de reta, podemos ver os carros acima dos 300 km/h nas retas, que não acontecia ano passado devido a alta carga aerodinâmica.
  Note que o carro quase não tem apêndices ou asas aerodinâmicos como seus antecessores, que recai sobre o mesmo objetivo, tirar o controle nas curvas para que os carros possam andar mais próximos, assim aumentando as ultrapassagens, e isso deu certo? sim e não.
 Como assim? Simples, o vácuo é reduzido, embora não significamente, então não foi o que prejudicou, mas sim a falta de controle, pois em St petesburg tivemos vários acidentes, assim as corridas ficam meios paradas, alem de teve a FARSA das estatísticas de ultrapassagens, pois se um piloto roda e cai para ultimo todos os que o passaram são computados como ultrapassagens, e como houve muitos acidentes, vocês entendem a lógica, e não acredito que teve mais que 50 ultrapassagens nessa corrida, que não é um numero ruim sejamos sinceros.
  Na minha opinião, os mistos estão no mesmo nível, porque as equipes conseguem abrir muita vantagem, nessa ultima corrida em Barber, Josef Newgarden abriu quase uma parada inteira para o Bourdais, e isso continua porque o carro é tão ruim de dirigir que o ajuste perfeito faz com que carro se destaque demais, a intenção de melhorar foi boa mas convenhamos que foi exagerado, ao ponto de colocar o santo Antonio vazado para reduzir o arrasto gerado pelo carro, para vocês, isso não é exagero?
  Isso pode ter assassinado as corridas em ovais, pois em Phoenix ( que sem duvida é uma bosta de circuito oval mas serve de referencia ) nenhuma curva era feito de pé em baixo, e pior, o carro ficou quase 1 a 2 segundos mais lento, e o circuito só tem 1,6 Km, o que gera um temor muito grande a qualquer oval hoje no calendário, pois Indianápolis apesar desse tamanho gigante de 4 Km, suas curvas não são tão longas e estão no limite de pé embaixo, e no circuito Oval a necessidade é que o carro deve fazer as curvas de pé em baixo para que o carro de trás use o vácuo para ultrapassar, assim temos mais corridas como Fontana em 2015 e menos qualquer edição de Phoenix.
  Phoenix não tem salvação, é muito pequeno, mesmo com carros de circuito mistos era difícil de mais ultrapassar, e indo para circuitos ovais médios, que são uma das bênçãos de Deus no mundo, circuitos como Kansas, Chicagoland, Atlanta, Texas, Kentucky, Las Vegas, entre outros, são os circuitos onde tiveram todas as 10 corridas mais apertadas da historia da categoria, inclusive uma epica vitoria do Helio Castroneves em Chicagoland, onde superou o Scott Dixon por 2 milésimos de segundo, ao ponto que o computador errou e apontou o Dixon o vencedor, mas na foto Helio tinha meio bico a frente, e foi declarado vencedor, enfim, os Ovais médios são épicos, mas podem ter seu espetáculo estragado, pois esses carros novos dificilmente farão o circuito de pé em baixo, então haveria mais dificuldades para ultrapassar, e isso significa menos emoção, e para Pocono o medo é maior pois de 2012 a 2014 as corridas foram medíocres, pois o spec não fazia o circuito de pé em baixo mas ele era mais rápido de curva que o novo carro, e com isso tememos que o circuitos perderam boa parte de sua emoção.
  O que eu faria para fazer o espetáculo melhor, colocar a direção elétrica, pois assim os carros ficam mais rápidos de curva, alem de conseguir se manter mais próximos dos carros a frente, pois essa melhora não tem haver com a pressão aerodinâmica, voltaria com o DW12 pois ele teve um desempenho incrível nos mistos, e direção elétrica faria com que os problemas dos ovais que o carro teve resolvidos, e se for para algum ajuste no carro, para gerar polemica colocaria a Barbatana de tubarão, por ser eficiente e pratica e porque eu acho legal, e nos mistos poderíamos saltar de 650 para 770 cavalos, alem de voltar o Push to Pass para o formato antigo, para deixar mais simples o sistema do botão de ultrapassagens, e faria uma mudança grande no calendário, mas eu sou presidente da Indycar? Obviamente não, pois se eu fosse eu não faria um blog, eu teria dinheiro para um site mais decente.
  Enfim, não acho que a mudança foi benéfica, mas tudo isso é especulação, talvez eu esteja errado, mas acho difícil porem não deixe de assistir a categoria, e que graças a muita oração e muita incompetência financeira da Band, a categoria irá possivelmente para a ESPN ou a Fox Sports, que convenhamos são empresas muito mais estrutura, e possivelmente transmitirão as corridas ao vivo, e não darão preferência a final de um ATP 250, em que 51 e 56 travaram uma "batalha" pelo titulo, ao invés da corrida de Long Beach.
  Afirmo que estou feliz que a Indy sairá da Band, pois a emissora brasileira esta fazendo uma porcaria de transmissão a muito tempo, e eu acho que Fox e ESPN terá uma competência muito maior, alem de ter de que a Fox sports tem 2 canais, e a ESPN tem 4, o que facilita a transmissão da categoria caso uma final mixuruca de tênis coincida com o horário da corrida.
espero que essa artigo lhes ajude.
Duvidas nos comentários.

sábado, 14 de abril de 2018

As aberrações da Formula 1 nos últimos anos.


      

A formula 1 nos anos 2000 estava muito linda em questão de estética, o carro de 2008 da BMW na minha opinião é o carro mais lindo da historia da Formula 1, pelo desenho da aerodinâmica e pela bela pintura da montadora alemã.

  Esses carros geravam corridas maravilhosas, e talvez fossem mais eficientes hoje com o DRS, mas a Formula 1 fez uma mudança significativa no carro que proibiu muitas asas, tentando fazer com que os carros conseguissem seguir os outros carros com mais facilidades, a mudança dos carros não deixou os carros feios, não deixou as corridas melhores ou piores, mas praticamente destruiu o ritmo dos carros como BMW, Toyota que foram equipes fortes em 2008, e em 2009 os carros tiveram dificuldade para pontuar, e essa mudança drástica fez com que a Brawn, dominasse a primeira metade do campeonato, mas foi descoberto que a equipe já desenvolvia o carro do regulamento de 2009 há 2 anos, o que gerou muita controversa, mas esse regulamento, junto com a crise de 2009, foi responsável pela saída da BMW e Toyota da formula 1, é considerado até hoje o maior mudança de regulamento feito pela formula 1, e o impacto na aparência do carro foi brutal, como podem ver na imagem abaixo, o que explica como equipes como McLaren e Ferrari enfraqueceram, e também o o começo da Red Bull como equipe de ponta.

Em 2009 houve também a entrada do KERS, um sistema que transformava o calor gerado pelos freios, em eletricidade, e funcionava como um mini motor elétrico, que gerava 80 cavalos por 6 segundos a cada volta só que o sistema foi controverso, já que só a McLaren e Ferrari tiveram acesso ao dispositivo, o que pode ter evitado uma vitoria da Force índia no GP da Bélgica, e o dispositivo só se tornou universal em 2010.
 Em 2010, considerado por muitos especialistas o ano mais disputado da historia, com 4 pilotos disputando o titulo na ultima corrida, não foi só maravilhas, a ultima corrida, mesmo com uma reta de 1 km, quase não houve ultrapassagens, o que facilitou a conquista de Sebastian Vettel, e em 2011 a formula 1 anunciava uma mudança para solucionar o problema, uma mudança que figura até hoje, o DRS.
Esse merece muitos aplausos, facilitou bastante as ultrapassagens de um jeito colossal, houve muitas ultrapassagens, fez com que corridas onde ultrapassagens eram muito complicadas tivessem corridas épicas, com Cingapura sendo a prova com melhor avanço em termos de emoção, mas o sistema foi visto de forma negativa por muitas viúvas dos anos 90, pois eu não sei como um recurso que aumenta as ultrapassagens pode ser visto de forma negativa.
   O começo da morte da estética

Em 2012 começou algumas das aberrações impostas pela FIA, onde regulamentava a altura máxima do bico por motivos de segurança ( motivos que desconheço até hoje ), que devia ser mais baixo do que as equipes normalmente faziam, resultando em menos ar pressionando carro para baixo, que resulta em menor aderência, as equipes com McLaren, abaixaram o carro e não possuíam o infame degrau, mas todo resto do grid possuía essa aberração, e em 2013 a maioria dos carros driblaram o degrau, mas equipes da Red Bull ainda tinham o degrau, quando os fãs acharam que a FIA não ia conseguir fazer algo pior que o degrau, levantou mais uma medida "incrivel" onde vimos que subestimamos a “genialidade” de Jean Todt  e os dirigentes da FIA.


Em 2014, a FIA alterou a altura máxima do bico outra vez, e dessa vez abaixaram tanto, que as equipes não tiveram tempo de redesenhar os carros, ai surgiram os horripilantes apêndices, escolhi o da toro rosso por ser o maior apêndice, a ideia desse lixo é que a ponta dele atingia altura mínima, mas sinceramente, de alguns ângulos isso parece um dedo do meio, ou que derreteram o bico do carro, ou em piadas mais pesadas parece que carro esta excitado.
      Poucas equipes tem acesso ao regulamento antes de entrar em rigor, e as que têm como a Mercedes, Williams, Red Bull e Ferrari  já tinham seus projetos prontos, e por isso ou não tinham o apêndice ou ele era muito pequeno, e as que não tem acesso ao regulamento,acabam tendo que cumpri-lo sem poder redesenhar o carro, e essa aberração surgiu, embora tenha sumido quase que por completo em 2015, ele ainda existe bem pequeno em alguns carros, e em carros como a Force Índia, eles tentaram driblar o regulamento, com um bico vazado, que mudava a direção do vento, o mandando mais ar para a parte debaixo do carro,que fez com que o carro tivesse um desempenho primoroso em curvas de baixa velocidade, o que fez com que a equipe surpreendesse em circuitos como Mônaco e no Azerbaijão.
     Em 2014 a FIA inventou o motor hibrido, que era praticamente autônomo, um motor elétrico de 200 cavalos que se recarregava apenas com o calor do freio e motor, ou seja, algo muito complicado alem de ser extremamente caro, para se ter uma ideia o leasing anual do motor era de 16,4 milhões de dólares por cada motor, ou seja 164 milhões de dólares por ano, era despesa apenas com os motores por equipes, esse regulamento de motores faliu a Lotus ( que foi comprada pela Renault ) Sauber ( Sendo sustentada pela Alfa Romeu e a Ferrari ) Caterham e a Manor ( essas quebraram de vez ) e ainda complicam a vida de muitas equipes hoje.
   Embora tudo isso, os anos de 2014 e 2016, tiveram grandes corridas, porém esse novo regulamento, deu um domínio absurdo para a Mercedes que só chegou a ser ameaçada em  2016 pela Ferrari e a Red Bull mas FIA estava prestes a nos dar o “maior presente possível”.

Em 2017, o Grupo Liberty Midia assumia o controle da Formula 1, e apoiaram a FIA na decisão de aumentar na largura dos carros, o que deixou eles de 2 a 5 segundos rápidos e deixou eles até mais bonitos, porem muitas corridas ficaram extremamente chatas e monótonas, já que os carros ficaram super dependentes de pressão aerodinâmica, sendo assim o carro tinha dificuldade de se aproximar do oponente e as ultrapassagens caíram em 49%, o que significou que a Formula 1 estava perdendo a emoção, tentaram midiaticamente falar, que havia emoção na briga pelo titulo, mas o titulo foi ganho com 2 corridas de antecedência, o que reforça que emoção não foi o ponto forte do ano de 2017, mas na minha opinião a FIA compartilha o mesmo lema do Partido dos Trabalhadores: Nada esta tão ruim, que não possa piorar.

Sim, o Halo, já fiz uma matéria inteira falando que esse lixo não serve para nada, mas a FIA não cansa da atrapalhar a Formula 1, colocando o chinelo que na verdade é um lastro de 9 quilos, o que prejudicou muito as equipes,principalmente a Force India que teve que construir um novo chassi, já que o novo teria muitos problemas com o estresse gerado pelo peso extra, e pelo fato da equipe indiana ser a equipe com menos capital em toda formula 1, isso comprometeu o desempenho de inicio de temporada da equipe que em 2 corridas só somou 1 ponto, mas ainda a esperança que a equipe volte a pontuar com força , já que possui uma eficiência enorme, e é um exemplo de competência, mas o que mais me irrita no Halo, é que a FIA, com os melhores cientistas do mundo, dinheiro ilimitado para pesquisas de segurança, o melhor que eles conseguiram foi um chinelo de titânio, que na verdade é um lastro de 9 quilos, o wildscreen da indycar pesa menos de 2 quilos e oferece proteção 100%, mas se quiserem mais detalhes sobre isso é so lerem a ultima matéria em que eu falo sobre a ineficiência do Halo.

Espero que esse artigo seja de utilidade para vocês.

Duvidas nos comentários.