sábado, 14 de abril de 2018

As aberrações da Formula 1 nos últimos anos.


      

A formula 1 nos anos 2000 estava muito linda em questão de estética, o carro de 2008 da BMW na minha opinião é o carro mais lindo da historia da Formula 1, pelo desenho da aerodinâmica e pela bela pintura da montadora alemã.

  Esses carros geravam corridas maravilhosas, e talvez fossem mais eficientes hoje com o DRS, mas a Formula 1 fez uma mudança significativa no carro que proibiu muitas asas, tentando fazer com que os carros conseguissem seguir os outros carros com mais facilidades, a mudança dos carros não deixou os carros feios, não deixou as corridas melhores ou piores, mas praticamente destruiu o ritmo dos carros como BMW, Toyota que foram equipes fortes em 2008, e em 2009 os carros tiveram dificuldade para pontuar, e essa mudança drástica fez com que a Brawn, dominasse a primeira metade do campeonato, mas foi descoberto que a equipe já desenvolvia o carro do regulamento de 2009 há 2 anos, o que gerou muita controversa, mas esse regulamento, junto com a crise de 2009, foi responsável pela saída da BMW e Toyota da formula 1, é considerado até hoje o maior mudança de regulamento feito pela formula 1, e o impacto na aparência do carro foi brutal, como podem ver na imagem abaixo, o que explica como equipes como McLaren e Ferrari enfraqueceram, e também o o começo da Red Bull como equipe de ponta.

Em 2009 houve também a entrada do KERS, um sistema que transformava o calor gerado pelos freios, em eletricidade, e funcionava como um mini motor elétrico, que gerava 80 cavalos por 6 segundos a cada volta só que o sistema foi controverso, já que só a McLaren e Ferrari tiveram acesso ao dispositivo, o que pode ter evitado uma vitoria da Force índia no GP da Bélgica, e o dispositivo só se tornou universal em 2010.
 Em 2010, considerado por muitos especialistas o ano mais disputado da historia, com 4 pilotos disputando o titulo na ultima corrida, não foi só maravilhas, a ultima corrida, mesmo com uma reta de 1 km, quase não houve ultrapassagens, o que facilitou a conquista de Sebastian Vettel, e em 2011 a formula 1 anunciava uma mudança para solucionar o problema, uma mudança que figura até hoje, o DRS.
Esse merece muitos aplausos, facilitou bastante as ultrapassagens de um jeito colossal, houve muitas ultrapassagens, fez com que corridas onde ultrapassagens eram muito complicadas tivessem corridas épicas, com Cingapura sendo a prova com melhor avanço em termos de emoção, mas o sistema foi visto de forma negativa por muitas viúvas dos anos 90, pois eu não sei como um recurso que aumenta as ultrapassagens pode ser visto de forma negativa.
   O começo da morte da estética

Em 2012 começou algumas das aberrações impostas pela FIA, onde regulamentava a altura máxima do bico por motivos de segurança ( motivos que desconheço até hoje ), que devia ser mais baixo do que as equipes normalmente faziam, resultando em menos ar pressionando carro para baixo, que resulta em menor aderência, as equipes com McLaren, abaixaram o carro e não possuíam o infame degrau, mas todo resto do grid possuía essa aberração, e em 2013 a maioria dos carros driblaram o degrau, mas equipes da Red Bull ainda tinham o degrau, quando os fãs acharam que a FIA não ia conseguir fazer algo pior que o degrau, levantou mais uma medida "incrivel" onde vimos que subestimamos a “genialidade” de Jean Todt  e os dirigentes da FIA.


Em 2014, a FIA alterou a altura máxima do bico outra vez, e dessa vez abaixaram tanto, que as equipes não tiveram tempo de redesenhar os carros, ai surgiram os horripilantes apêndices, escolhi o da toro rosso por ser o maior apêndice, a ideia desse lixo é que a ponta dele atingia altura mínima, mas sinceramente, de alguns ângulos isso parece um dedo do meio, ou que derreteram o bico do carro, ou em piadas mais pesadas parece que carro esta excitado.
      Poucas equipes tem acesso ao regulamento antes de entrar em rigor, e as que têm como a Mercedes, Williams, Red Bull e Ferrari  já tinham seus projetos prontos, e por isso ou não tinham o apêndice ou ele era muito pequeno, e as que não tem acesso ao regulamento,acabam tendo que cumpri-lo sem poder redesenhar o carro, e essa aberração surgiu, embora tenha sumido quase que por completo em 2015, ele ainda existe bem pequeno em alguns carros, e em carros como a Force Índia, eles tentaram driblar o regulamento, com um bico vazado, que mudava a direção do vento, o mandando mais ar para a parte debaixo do carro,que fez com que o carro tivesse um desempenho primoroso em curvas de baixa velocidade, o que fez com que a equipe surpreendesse em circuitos como Mônaco e no Azerbaijão.
     Em 2014 a FIA inventou o motor hibrido, que era praticamente autônomo, um motor elétrico de 200 cavalos que se recarregava apenas com o calor do freio e motor, ou seja, algo muito complicado alem de ser extremamente caro, para se ter uma ideia o leasing anual do motor era de 16,4 milhões de dólares por cada motor, ou seja 164 milhões de dólares por ano, era despesa apenas com os motores por equipes, esse regulamento de motores faliu a Lotus ( que foi comprada pela Renault ) Sauber ( Sendo sustentada pela Alfa Romeu e a Ferrari ) Caterham e a Manor ( essas quebraram de vez ) e ainda complicam a vida de muitas equipes hoje.
   Embora tudo isso, os anos de 2014 e 2016, tiveram grandes corridas, porém esse novo regulamento, deu um domínio absurdo para a Mercedes que só chegou a ser ameaçada em  2016 pela Ferrari e a Red Bull mas FIA estava prestes a nos dar o “maior presente possível”.

Em 2017, o Grupo Liberty Midia assumia o controle da Formula 1, e apoiaram a FIA na decisão de aumentar na largura dos carros, o que deixou eles de 2 a 5 segundos rápidos e deixou eles até mais bonitos, porem muitas corridas ficaram extremamente chatas e monótonas, já que os carros ficaram super dependentes de pressão aerodinâmica, sendo assim o carro tinha dificuldade de se aproximar do oponente e as ultrapassagens caíram em 49%, o que significou que a Formula 1 estava perdendo a emoção, tentaram midiaticamente falar, que havia emoção na briga pelo titulo, mas o titulo foi ganho com 2 corridas de antecedência, o que reforça que emoção não foi o ponto forte do ano de 2017, mas na minha opinião a FIA compartilha o mesmo lema do Partido dos Trabalhadores: Nada esta tão ruim, que não possa piorar.

Sim, o Halo, já fiz uma matéria inteira falando que esse lixo não serve para nada, mas a FIA não cansa da atrapalhar a Formula 1, colocando o chinelo que na verdade é um lastro de 9 quilos, o que prejudicou muito as equipes,principalmente a Force India que teve que construir um novo chassi, já que o novo teria muitos problemas com o estresse gerado pelo peso extra, e pelo fato da equipe indiana ser a equipe com menos capital em toda formula 1, isso comprometeu o desempenho de inicio de temporada da equipe que em 2 corridas só somou 1 ponto, mas ainda a esperança que a equipe volte a pontuar com força , já que possui uma eficiência enorme, e é um exemplo de competência, mas o que mais me irrita no Halo, é que a FIA, com os melhores cientistas do mundo, dinheiro ilimitado para pesquisas de segurança, o melhor que eles conseguiram foi um chinelo de titânio, que na verdade é um lastro de 9 quilos, o wildscreen da indycar pesa menos de 2 quilos e oferece proteção 100%, mas se quiserem mais detalhes sobre isso é so lerem a ultima matéria em que eu falo sobre a ineficiência do Halo.

Espero que esse artigo seja de utilidade para vocês.

Duvidas nos comentários.  


2 comentários:

  1. Na minha opinião a grande diferença dos carros de 2009 para os de hoje não é a estética ou a aerodinâmica e sim o motor... Não gosto dos motores turbo de hoje, acredito que a facilidade de gerar potência dos turbos seja incompatível com a tecnologia da F1... os motores aspirados são mais genuínos.

    ResponderExcluir
  2. Milton Carlo Demori, digo que sim, os motores V8 aspirados fazem falta e hoje fazem grande diferença de desempenho entre os carros, mas a questão erodinamica influencia muito sim, como aconteceu hoje na corrida da China, o Kimi Raikkonen tinha um carro mais rapido, mas não conseguia ultrapassar devido a depedencia de pressão aerodinamica, se fosse carros com as dimensões de 2008, 2016 e etc, o Raikkonen teria muito mais chances de ultrapassar o Bottas, e com menos ultrapassagens menos emoção uma corrida tem, pelo menos é assim que eu penso

    ResponderExcluir